O rapper Oruam, conhecido pelo seu nome verdadeiro Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, obteve um importante avanço em sua situação judicial nesta quarta-feira (23). A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) concedeu um habeas corpus que revogou o segundo mandado de prisão preventiva que ainda estava ativo contra o artista. Com essa decisão, Oruam deixa de ser considerado foragido e poderá responder ao processo em liberdade.
A decisão unânime do colegiado representa uma mudança importante para Oruam, que estava foragido desde fevereiro de 2026, quando a prisão preventiva foi decretada após o descumprimento de medidas cautelares relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica. O habeas corpus concedido nesta quarta-feira está vinculado a um processo que investiga uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro associada ao Comando Vermelho, e não ao caso anterior que envolvia tentativa de homicídio contra policiais civis.
O rapper é réu nesse processo ao lado de outras pessoas, incluindo seu pai, Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP. As acusações ainda estão sendo analisadas pela Justiça, e a concessão do habeas corpus não implica em absolvição ou encerramento da ação penal.
Antes dessa decisão, Oruam já havia conseguido a revogação de uma primeira ordem de prisão preventiva. Em julho, a 3ª Vara Criminal da Capital, sob a juíza Tula Corrêa de Mello, afastou a prisão relacionada ao caso de tentativa de homicídio, que foi desclassificado para outros crimes, como lesão corporal leve e desacato. Na ocasião, a juíza concluiu que não havia elementos suficientes para sustentar a acusação de tentativa de homicídio.
Apesar da revogação da primeira prisão, Oruam continuava foragido devido ao segundo mandado de prisão preventiva, que foi afastado pelo TJRJ nesta quarta-feira. Agora, com o habeas corpus, ele poderá acompanhar o andamento das ações judiciais em liberdade, enquanto a Justiça continua a analisar as acusações.
A defesa de Oruam, representada pelo advogado Thiago Lemos, também contesta as provas utilizadas no processo que motivou o segundo mandado de prisão. O advogado alega que as provas são consideradas ilícitas, um argumento que será analisado pela Justiça, mas que não altera o andamento do processo ou as acusações do Ministério Público.
Com a revogação do segundo mandado de prisão preventiva, Oruam deixa oficialmente a condição de foragido, mas as ações judiciais que envolvem o rapper ainda continuam tramitando. A nova decisão ocorre após meses de mudanças na situação judicial do artista, que passou por diversas fases, incluindo prisão, medidas cautelares e a condição de foragido.

